
RIO DE JANEIRO, PRIMAVERA DE 2025
AGROFLORESTA: A TERRA VOLTA A RESPIRAR (ENQUANTO A GENTE FINALMENTE APRENDE A ESCUTAR)
Ernst Götsch passou 45 anos descobrindo um segredo que a natureza usa há bilhões de anos.
POR
Alexandra Iarussi,
Carolina Latini
Sabe aquele tipo de mentira que todo mundo acredita? Aquela que os maiores nomes do planeta confirmam, que sai nos jornais, que entra nas universidades como verdade científica? A Revolução Verde foi assim. Há cinquenta anos, a gente colocou tudo na aposta: sementes uniformes, química pesada, máquinas grandes, pacotes completos. Ia resolver a fome. Ia salvar o mundo.
Funcionou. Funcionou demais, na verdade. Funcionou tão bem que solos inteiros viraram pó. Aquíferos sumiram. Uma espécie morre a cada dois minutos. Setenta anos e o saldo é esse: a gente destruiu o planeta enquanto acreditava que estava salvando.
Não foi acidente, tampouco erro de cálculo, e sim o sistema funcionando como projetado. O capitalismo fóssil, que Jason Moore chama de Capitaloceno, precisa extrair tudo, transformar tudo em número, em lucro. Natureza barata. Trabalho barato. Floresta barata. Até não restar nada. E aí a gente chama de "desenvolvimento".
Mas tem um cara — agricultor suíço, ninguém de importante — que olhou pro próprio fracasso e fez uma coisa radical: perguntou pro lado errado da história se ele estava mesmo errado.
Götsch e o dia que a floresta respondeu
Ernst Götsch era pesquisador de genética quando visitou o Brasil em 1976. Viu as destruições que a Revolução Verde deixava — solo se transformando em nada, água sumindo. Adoeceu de verdade. Foi parar em uma UTI porque o planeta meteu a mão no seu peito e apertou.
Quando saiu dali, era outra pessoa. Largou tudo — carreira, estabilidade, o tipo de vida que você passa gerações construindo. E fez uma escolha que parecia loucura: em vez de tentar adaptar as plantas a condições cada vez piores, ele trabalharia para reconstruir as condições em que as plantas evoluíram durante milhares de anos.
"Seria mais inteligente e eficaz trabalhar para criar condições nas quais as plantas se sentissem bem", disse depois.
Soa simples? E é mesmo.
O que a floresta tira de você quando você finalmente escuta
Götsch chamou o que faz de agricultura sintrópica — e a palavra importa. Porque existem uns mil "agrofloresteiros" espalhados por aí misturando árvore com plantação e chamando aquilo de sustentável. Tecnicamente é agrofloresta.
Mas agricultura sintrópica é outra coisa. É obedecer aos princípios que a própria Terra usa há bilhões de anos.
A natureza é matemática, é termodinâmica. Lynn Margulis mostrou que a evolução não é só luta feroz — essa narrativa nos enganou séculos. A vida complexa surgiu de simbiose. Células eucarióticas não apareceram sozinhas; absorveram bactérias, e essa fusão criou mitocôndrias, cloroplastos, enfim, toda a sofisticação que existe.
"A simbiose é a força motriz da evolução", Margulis dizia.
Bruno Latour (aquele sociólogo francês que faz a gente repensar tudo) mostra que em um sistema vivo — e a Terra é um sistema vivo, Gaia, como Lovelock chamou — cada agente modifica o ambiente. O micróbio modifica. O fungo modifica. O cupim, a árvore, tudo. Não há designer no controle. Não há maestro. Há só vida respondendo a vida, em rede, criando uma inteligência que nenhuma criatura sozinha jamais alcançaria.
Götsch tentou reproduzir isso em um sistema agrícola. Reconstruir aquela inteligência simbiótica — Donna Haraway chama de simpoiese.
Os cinco truques que a floresta usa
Quando Götsch começou seus experimentos em uma fazenda destruída no sul da Bahia, ele não criou sistema complexo. Ele observou e viu cinco dinâmicas se repetindo em todas as florestas:
Solo coberto. Floresta não tem chão nu. Folha cai, galho cai, tronco morre. Bilhões de micróbios transformam morte em vida. Cobertura protege cobertura. Mantém umidade, sequestra carbono, alimenta tudo que é microscópico. Götsch diz: "A cobertura do solo é um espelho da fertilidade". Quando você vê solo descoberto, está vendo morte lenta.
Estratificação. Floresta é uma cidade de onze andares — emergentes que tocam céu, árvores altas, médias, arbustos, plantas rasteiras. Cada andar recebe luz diferente. Cada um funciona. Uma árvore não briga com a outra pela mesma luz; encontra seu lugar. Mais estratos = mais folhas capturando sol = mais energia fixada = mais vida.
Biodiversidade e adensamento. Monocultura é frágil por design. Uma praga chega, encontra hectares de plantas idênticas — mesma genética, mesma defesa — e pronto, tudo morreu. Floresta tem milhares de espécies competindo de forma educada, cada uma defendendo sua vida de um jeito único. Diversidade genética é seguro de vida.
Sucessão natural. Floresta passa por fases: colonização (pioneiras aguentando solo pobre), acumulação (biomassa cresce, sistema fica complexo), abundância (estabilidade, fertilidade, produção diversa). Götsch não congela em nenhuma fase. Conduz a sucessão acelerando com poda inteligente — abre clareiras, deixa luz entrar, deposita matéria que alimenta próximo estágio.
Manejo inteligente. Tempestade derruba galho, abre clareira, luz entra, sementes dormentes acordam, sistema se renova. A poda é tempestade domesticada — saber onde mexer para que a vida volte com mais força.
Nenhum desses é novo. Natureza usa há bilhões de anos.
Por que a Revolução Verde virou um fracasso tão bonito
Monocultura demanda entrada constante de coisa de fora — adubo sintético, pesticida, herbicida. Solo, sem sua comunidade de micróbios e fungos (destruída por décadas de veneno), não produz nutriente nenhum. Planta fica fraca, adoece, precisa de mais pesticida. Praga desenvolve resistência, precisa de pesticida mais forte. É espiral de dependência.
Mas tinha lucro. Bilhões deles. Enquanto isso, nascente secava. Rio ficava intoxicado. Biodiversidade entrava em colapso. Tudo isso era "externalidade" — palavrinha bonita que economista usa para dizer "custo que a gente não paga".
Andreas Malm mostra que nada disso foi inevitável. Não foi "destino da humanidade". Não foi "natureza humana". Foi escolha de elites específicas em momentos específicos que optaram por petróleo porque era lucrativo. Britânico não precisava escravizar Índia para extrair carvão da Índia; escolheu. China não precisava se industrializar com diesel; escolheu. Cada passo foi decisão. E essas decisões tiveram beneficiários muito claros.
Agora o planeta está cobrando essa conta. E a conta é tudo.
Por que a Revolução Verde virou um fracasso tão bonito
Em 1982, Ernst se mudou pra fazenda no sul da Bahia que ninguém achava que regenerava. 340 hectares de Mata Atlântica completamente destruída. Desmatada, compactada, vazia. Maioria dizia que era perda de tempo.
Götsch plantou. Observou. Podou. Deixou sucessão natural trabalhar. E esperou.
Quinze anos depois — quinze anos, não século, não geração inteira — aquela terra era floresta funcionando. Não cópia de floresta. Floresta de verdade. Fauna que desapareceu voltou. Nascentes retornaram. Solo vivo, fértil.
Chama-se Lote 18, fica na borda da Tijuca no Rio. É onde Matheus Pockstaller e Carolina Latini, cofundadores da Trovão Tropical, decidiram trabalhar. Limparam lixo. Plantaram espécies valentes — leguminosas que fixam nitrogênio. Deixaram sistema se organizar.
Hoje o Lote 18 produz mel premiado em competição nacional. Tem tamanduá, preguiça, macaco, tucano — fauna toda voltou. Solo escuro, vivo, fértil.
É prova de que é possível. E por isso ninguém leva a sério.
DESCUBRA MAIS






RIO DE JANEIRO, PRIMAVERA DE 2025
AGROFLORESTA: A TERRA VOLTA A RESPIRAR (ENQUANTO A GENTE FINALMENTE APRENDE A ESCUTAR)
Ernst Götsch passou 45 anos descobrindo um segredo que a natureza usa há bilhões de anos.
POR
Alexandra Iarussi,
Carolina Latini
Sabe aquele tipo de mentira que todo mundo acredita? Aquela que os maiores nomes do planeta confirmam, que sai nos jornais, que entra nas universidades como verdade científica? A Revolução Verde foi assim. Há cinquenta anos, a gente colocou tudo na aposta: sementes uniformes, química pesada, máquinas grandes, pacotes completos. Ia resolver a fome. Ia salvar o mundo.
Funcionou. Funcionou demais, na verdade. Funcionou tão bem que solos inteiros viraram pó. Aquíferos sumiram. Uma espécie morre a cada dois minutos. Setenta anos e o saldo é esse: a gente destruiu o planeta enquanto acreditava que estava salvando.
Não foi acidente, tampouco erro de cálculo, e sim o sistema funcionando como projetado. O capitalismo fóssil, que Jason Moore chama de Capitaloceno, precisa extrair tudo, transformar tudo em número, em lucro. Natureza barata. Trabalho barato. Floresta barata. Até não restar nada. E aí a gente chama de "desenvolvimento".
Mas tem um cara — agricultor suíço, ninguém de importante — que olhou pro próprio fracasso e fez uma coisa radical: perguntou pro lado errado da história se ele estava mesmo errado.
Götsch e o dia que a floresta respondeu
Ernst Götsch era pesquisador de genética quando visitou o Brasil em 1976. Viu as destruições que a Revolução Verde deixava — solo se transformando em nada, água sumindo. Adoeceu de verdade. Foi parar em uma UTI porque o planeta meteu a mão no seu peito e apertou.
Quando saiu dali, era outra pessoa. Largou tudo — carreira, estabilidade, o tipo de vida que você passa gerações construindo. E fez uma escolha que parecia loucura: em vez de tentar adaptar as plantas a condições cada vez piores, ele trabalharia para reconstruir as condições em que as plantas evoluíram durante milhares de anos.
"Seria mais inteligente e eficaz trabalhar para criar condições nas quais as plantas se sentissem bem", disse depois.
Soa simples? E é mesmo.
O que a floresta tira de você quando você finalmente escuta
Götsch chamou o que faz de agricultura sintrópica — e a palavra importa. Porque existem uns mil "agrofloresteiros" espalhados por aí misturando árvore com plantação e chamando aquilo de sustentável. Tecnicamente é agrofloresta.
Mas agricultura sintrópica é outra coisa. É obedecer aos princípios que a própria Terra usa há bilhões de anos.
A natureza é matemática, é termodinâmica. Lynn Margulis mostrou que a evolução não é só luta feroz — essa narrativa nos enganou séculos. A vida complexa surgiu de simbiose. Células eucarióticas não apareceram sozinhas; absorveram bactérias, e essa fusão criou mitocôndrias, cloroplastos, enfim, toda a sofisticação que existe.
"A simbiose é a força motriz da evolução", Margulis dizia.
Bruno Latour (aquele sociólogo francês que faz a gente repensar tudo) mostra que em um sistema vivo — e a Terra é um sistema vivo, Gaia, como Lovelock chamou — cada agente modifica o ambiente. O micróbio modifica. O fungo modifica. O cupim, a árvore, tudo. Não há designer no controle. Não há maestro. Há só vida respondendo a vida, em rede, criando uma inteligência que nenhuma criatura sozinha jamais alcançaria.
Götsch tentou reproduzir isso em um sistema agrícola. Reconstruir aquela inteligência simbiótica — Donna Haraway chama de simpoiese.
Os cinco truques que a floresta usa
Quando Götsch começou seus experimentos em uma fazenda destruída no sul da Bahia, ele não criou sistema complexo. Ele observou e viu cinco dinâmicas se repetindo em todas as florestas:
Solo coberto. Floresta não tem chão nu. Folha cai, galho cai, tronco morre. Bilhões de micróbios transformam morte em vida. Cobertura protege cobertura. Mantém umidade, sequestra carbono, alimenta tudo que é microscópico. Götsch diz: "A cobertura do solo é um espelho da fertilidade". Quando você vê solo descoberto, está vendo morte lenta.
Estratificação. Floresta é uma cidade de onze andares — emergentes que tocam céu, árvores altas, médias, arbustos, plantas rasteiras. Cada andar recebe luz diferente. Cada um funciona. Uma árvore não briga com a outra pela mesma luz; encontra seu lugar. Mais estratos = mais folhas capturando sol = mais energia fixada = mais vida.
Biodiversidade e adensamento. Monocultura é frágil por design. Uma praga chega, encontra hectares de plantas idênticas — mesma genética, mesma defesa — e pronto, tudo morreu. Floresta tem milhares de espécies competindo de forma educada, cada uma defendendo sua vida de um jeito único. Diversidade genética é seguro de vida.
Sucessão natural. Floresta passa por fases: colonização (pioneiras aguentando solo pobre), acumulação (biomassa cresce, sistema fica complexo), abundância (estabilidade, fertilidade, produção diversa). Götsch não congela em nenhuma fase. Conduz a sucessão acelerando com poda inteligente — abre clareiras, deixa luz entrar, deposita matéria que alimenta próximo estágio.
Manejo inteligente. Tempestade derruba galho, abre clareira, luz entra, sementes dormentes acordam, sistema se renova. A poda é tempestade domesticada — saber onde mexer para que a vida volte com mais força.
Nenhum desses é novo. Natureza usa há bilhões de anos.
Por que a Revolução Verde virou um fracasso tão bonito
Monocultura demanda entrada constante de coisa de fora — adubo sintético, pesticida, herbicida. Solo, sem sua comunidade de micróbios e fungos (destruída por décadas de veneno), não produz nutriente nenhum. Planta fica fraca, adoece, precisa de mais pesticida. Praga desenvolve resistência, precisa de pesticida mais forte. É espiral de dependência.
Mas tinha lucro. Bilhões deles. Enquanto isso, nascente secava. Rio ficava intoxicado. Biodiversidade entrava em colapso. Tudo isso era "externalidade" — palavrinha bonita que economista usa para dizer "custo que a gente não paga".
Andreas Malm mostra que nada disso foi inevitável. Não foi "destino da humanidade". Não foi "natureza humana". Foi escolha de elites específicas em momentos específicos que optaram por petróleo porque era lucrativo. Britânico não precisava escravizar Índia para extrair carvão da Índia; escolheu. China não precisava se industrializar com diesel; escolheu. Cada passo foi decisão. E essas decisões tiveram beneficiários muito claros.
Agora o planeta está cobrando essa conta. E a conta é tudo.
Por que a Revolução Verde virou um fracasso tão bonito
Em 1982, Ernst se mudou pra fazenda no sul da Bahia que ninguém achava que regenerava. 340 hectares de Mata Atlântica completamente destruída. Desmatada, compactada, vazia. Maioria dizia que era perda de tempo.
Götsch plantou. Observou. Podou. Deixou sucessão natural trabalhar. E esperou.
Quinze anos depois — quinze anos, não século, não geração inteira — aquela terra era floresta funcionando. Não cópia de floresta. Floresta de verdade. Fauna que desapareceu voltou. Nascentes retornaram. Solo vivo, fértil.
Chama-se Lote 18, fica na borda da Tijuca no Rio. É onde Matheus Pockstaller e Carolina Latini, cofundadores da Trovão Tropical, decidiram trabalhar. Limparam lixo. Plantaram espécies valentes — leguminosas que fixam nitrogênio. Deixaram sistema se organizar.
Hoje o Lote 18 produz mel premiado em competição nacional. Tem tamanduá, preguiça, macaco, tucano — fauna toda voltou. Solo escuro, vivo, fértil.
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Agroecologia, arte e território.
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© Todos direitos reservados. Trovão Tropical 2026.
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Circuito da Agricultura Natural
O lançamento do livro acontece por meio do Circuito da Agricultura Natural — cinco encontros entre Rio de Janeiro e São Paulo entre maio e junho de 2026, combinando lançamentos oficiais, rodas de conversa, Oficinas de Nendo Dango: Bombas de Sementes e Pontos de Troca de Sementes Nativas. Cada encontro é um convite a colocar a mão na terra.
RIO DE JANEIRO
22 de maio | Janela Livraria
Horário: 19h às 21h
19h–20h: Mesa de conversa com Matheus Pockstaller e Mirna Wabi-Sabi — o processo do livro, leitura de trechos, apresentação da obra.
20h–20h45: Mesa de autógrafo com carimbo numerado.
Endereço: R. Maria Angélica, 171, loja B, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
28 de maio | Travessa Icaraí
Horário: 18h30 às 21h
18h30 às 20h: Apresentação e bate-papo com Matheus Pockstaller, Mirna Wabi-Sabi e convidado especial: Fernando São Thiago Tanscheit: Professor, geógrafo e agroflorestor sócio-fundador da Carpe Projetos Socioambientais.
20h às 20h45: Mesa de autógrafo com carimbo numerado.
Endereço: R. Dr. Tavares de Macedo, 240, Niterói, RJ
SÃO PAULO
6 e 7 de junho | Japan House
Sessões às 11h e às 15h — Oficina gratuita de Nendo Dango: Bomba de Sementes
Oficina multidisciplinar no modelo fala e faz: enquanto se moldam bolinhas de argila, terra e sementes nativas brasileiras, a conversa percorre a filosofia da Agricultura Natural, o conceito de não-intervenção e a relação entre cultivo e ecologia. Cada participante leva sua produção de Bomba de Sementes para semear onde quiser — devolvendo à semente o poder de decidir onde brotar. Para participar, inscreva-se no site da Japan House; as inscrições abrem uma semana antes do evento.
Duração: 1h30 por sessão.
Endereço: Av. Paulista, 52, Bela Vista, São Paulo
Sessões às 12h30 e às 16h30 — Troca de Sementes Nativas: Ponto de troca de sementes crioulas e orgânicas. Tragam suas sementes e seus conhecimentos!
Duração: 30 min. por sessão.
Endereço: Av. Paulista, 52, Bela Vista, São Paulo
11 de junho | Bibla Cafeteria e Livraria
Horário: 19h às 21h
19h às 20h: Lançamento oficial com mesa de conversa — Matheus
Pockstaller, Mirna Wabi-Sabi e convidado especial: Claudia Visoni — Claudia Visoni é jornalista, ambientalista, agricultora urbana e referência na criação de hortas comunitárias em São Paulo.
20h às 20h45: Mesa de autógrafo com carimbo numerado e mimos.
Endereço: Pça. Professora Emília Barbosa Lima, 58, Vila Madalena, São Paulo
13 de junho | Livraria Expressão Popular
Horário: 15h às 17h30
15h às 16h30: Mesa de debate sobre Agricultura Natural com Matheus Pockstaller, Mirna Wabi-Sabi e convidados especiais.
16h30 às 17h30: Mesa de autógrafo com carimbo numerado e mimos.
Endereço: Alameda Nothmann, 806, Campos Elíseos, São Paulo, SP.
Porta-vozes disponíveis para entrevistas
Matheus Pockstaller
Agricultor sintrópico, pesquisador e cofundador da Trovão Tropical. Cresceu em São Conrado, às bordas da Floresta da Tijuca, e há oito anos desenvolve sistemas agroflorestais no Rio de Janeiro. Especialista em regeneração de solo, preservação de sementes crioulas e manejo de abelhas nativas. Idealizador do projeto editorial. Voz técnica, filosófica e de campo.
Mirna Wabi-Sabi
Editora, pesquisadora e anarco-transcriadora. Dirige a Plataforma9, editora independente focada em publicações que cruzam política, ecologia e linguagem. Assina a tradução de A Revolução de Uma Palha — a primeira edição oficial em português do Brasil. Voz editorial e política.
Carolina Latini
Cofundadora da Trovão Tropical e diretora criativa do Seeds Collective, Carolina Latini é formada em Ciências Sociais e atua há mais de 15 anos no campo das artes, do audiovisual e da direção criativa. Sua pesquisa articula cultura visual, comportamento social, agroecologia e design regenerativo. Voz estética e conceitual do lançamento.
Sobre a Trovão Tropical
A Trovão Tropical é um laboratório agroecológico e estúdio criativo sediado no Rio de Janeiro, fundado por Carolina Latini e Matheus Pockstaller. Opera o Lote 18 — laboratório vivo de agrofloresta em São Conrado, no Maciço da Tijuca — e apoia o projeto Horta na Favela, na Rocinha. Articula ecologia, cultura, comportamento e design regenerativo como alternativa concreta ao Antropoceno.
Entre seus projetos está o Seeds Collective — iniciativa de pesquisa e catalogação artística de sementes florestais e crioulas guardadas por gerações por pequenos produtores,povos indígenas e comunidades quilombolas em todo o Brasil. Em dois anos de expedições pelo país, o projeto reuniu mais de 300 espécies de sementes únicas, fotografadas em técnica ultramacro pelo fotógrafo Riccardo Riccio. Cada imagem revela estruturas invisíveis a olho nu — e com elas, as histórias, saberes e ancestralidades dos guardiões que as preservaram.
Dessa coleção nasceu Seeds and Tales — o primeiro volume do catálogo visual do projeto, publicado pela Plataforma9 em 2024. Um livro bilíngue (português/inglês) de 214 páginas que cruza fotografia de fine art e narrativa etnobotânica: cada semente acompanhada de um ensaio sobre sua história, suas propriedades e sua relação com o bioma e o território que habita.
Instagram: @trovao_tropical | @seedsandtales_
contato@trovaotropical.com
Sobre a Plataforma9
A Plataforma9 é uma editora independente dirigida por Mirna Wabi-Sabi. Publica obras que cruzam política, ecologia, linguagem e pensamento decolonial. Entre seus títulos, está Seeds and Tales (2024), catálogo visual do Seeds Collective da Trovão Tropical.
Para entrevistas, imagens em alta resolução ou mais informações sobre o Circuito da Agricultura Natural, entre em contato: contato@trovaotropical.com